A
sinfonia da morte É
trazida pelo vento norte Onde
o selo foi quebrado E
o contracto assinado. Não
há futuro, O
céu está escuro E
o ar é tóxico… O
fim está próximo. Há
sangue sobre a terra, É
tempo de guerra…
Entre
os problemas da vida, Bebe-se
mais um copo de vinho Para
tentar sarar essa ferida De
estar a enfrenta-los sozinho. Na
solidão sufocante do momento Desvio
o olhar para a janela Engolido
pelo pensamento, Mas
nada se vê através dela. A
escuridão tomou conta de mim E
no cigarro mal apagado Vejo
que a dor não terá fim Neste
meu coração condenado…
Já
nada faz sentido No
meio de tanto sofrimento, É
como andar perdido Entre
as linhas do esquecimento. Os
dias são negros e chuvosos, Sem
nunca ser capaz De
me levantar dos destroços Para
ter um pouco de paz. Entre
a dor e a escuridão, Entre
as lágrimas e o inferno, Caminho
em solidão Até
ao descanso eterno… José
Coimbra
Ando
a passo lento Entre
a estranha multidão, É
tanto o movimento Que
me faz perder a razão. A
solidão me consome No
meio de tanta gente, São
rostos sisudos sem nome E
nenhum deles sorridente. Um
estranho nesta sociedade Sem
nenhuma presença. Serei
o erro da realidade Ou
um ser sem esperança? José
Coimbra
O
princípio é parte do fim Quando
se perde o caminho, O
que era bom se torna ruim Quando
se anda sozinho. Um
dia rei, noutro vagabundo A
navegar por este mar Que
é o meu estranho mundo Sem
nada para conquistar… Tudo
se ganha, tudo se vai No
trampolim das promessas Onde
a esperança cai Nos
sonhos às avessas. É
encontrar-me e me perder Na
corda bamba sobre o precipício E
teimar em esquecer Que
o fim é parte do princípio… José
Coimbra
É
na noite silenciosa Que
a insaciável Mão
ansiosa, Escreve
no papel. Através
da janela A
lua dá inspiração A
uma história bela Vinda
do coração. E
o deslumbre do cometa Anuncia
o poema, A
obra do poeta Na
noite serena… José
Coimbra